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Criando um personagem de D&D 4 - Primeira parte.


Falaé Galera,

Eu sei que o blog está chato, só falando de D&D 4.0, mas vamos ser sinceros: não há nada mais interessante que isso rolando por aé.

Essa semana botei as mãos nos PDF's da 4a Edição e resolvi botar a mão na massa e produzir meu primeiro personagem só pra sentir o sistema. Dei uma folheada no sistema e cheguei a conclusão que dá pra montar um primeiro personagem de forma bem suave e tranquila, mas tambem vi que só o "Players Handbook" está longe de atender tudo que eu gostaria em matéria de customização.

Comecei imprimindo uma ficha e indo até a página 14, aonde ele dá um mini guia de criação de personagem.

Escolha uma raça

Já que é pra explorar, comecei com uma raça nova no PH e que nunca usei na 3.5, o Tiefling, assim tambem aproveito pra criar um NPC vilão. Abri na página 48 e tive a boa surpresa de que não estão apenas as estatísticas de jogo, como tambem as estatísticas importantes para criar altura e peso, sentindo falta apenas da idade. Além disso, outra coisa legal é o "Jogue com o Tiefling se vc quiser...", uma boa orientação pra quem é iniciante. Outros capítulos são bem explicativos, e informam nomes masculinos, nomes femininos, caracteristicas gerais da raça e alguns aventureiros exemplo para serem utilizados na criação do seu. A parte das raças está bem completa e gostei muito do que vi. Anotei meus "Race Features" na lista e fui em frente.
Racial Traits : +2 Int; +2Cha; Size Medium; Speed 6; Low light vision; Languages: Common +1 a sua escolha; Bloodhunt: +1 para atacar oponentes sangrando; Fire resistance 5 + 1/2 nível; Infernal Wrath encounter power.

Escolha uma classe
Ainda na idéia de criar algo novo, fui até a sessão classes e escolhi o Warlock na página 129 (afinal estamos fazendo um vilão). A classe começa não me agradando muito, pois seu único role é striker (um warlock tambem deveria ter a opção de controller). Baseado nisso, já saquei de cara que tinha que montar uma torre de tiro. Meu "power source" é "arcane", do jeito que eu gosto e minhas habilidades chave são carisma, constituição e inteligência.

As proficiencias de armadura são igualzinhas as de world of warcraft: cloth e leather (cópiar descaradamente assim é sinistro), mas as proficiencias de armas ficaram como na 3.5 (simple melee e simple ranged).

Uma novidade são os implements, e não achei nenhuma entrada no indice que me explicasse o que é isso. mais tarde lendo a classe descobri que isso serve pra potencializar minhas magias quando eu tenho um bastão ou varinha mágica em minha mão. Quando possuir uma varinha ou bastão +3, poderei somar +3 no hit e no dano de minhas magias que possuam a palavra chave "Implement". Segundo o livro, eu tambem posso fazer isso com uma "Pact Blade", e o livro recomenda que eu corra atraz de uma.

A classe me dá +1 de bônus em reflexo e will. Começo com 12 hit-points + minha constituição, ganho 5 hits por nível e tenho 6 healing surges + bonus de constituição. O Tamanho da healing surge é 1/4 dos meus hit-points. Pra mim esta é a parte polêmica, porque o fato de meu personagem começar com 24 hit points não significa que não vou morrer em um ataque, afinal todos os poderes foram aumentados na mesma proporção, por exemplo: se eu pegar um wizard pela frente com uma acid arrow pronta, vou tomar 2D8+4 (mais os 5 ongoing) totalizando na média 17 hits. Esse hit-point maior é pura ilusão. Alem disso, sou radicalmente contra esse conceito de healing surge, pelo simples fato de que ele é inexplicável.
Na parte de skills, ele me manda escolher quatro de uma lista que considerei bem pequena para uma classe que é baseada em conhecimento. Este novo formato para balancear as classes, tambem está restringindo muito as escolhas e isso não é nada bom em um rpg de mesa. Tenho a sensação de estar voltando a um tempo em que todos os aventureiros de uma mesma classe eram iguais. Mais um ponto negativo aqui. Escolhi minhas quatro: Arcana, Bluff, Insight e Intimidate.
Uma novidade bacana são os "builds", que seriam fórmulas para você customizar um pouco mais a sua classe. No PH ele me propões duas para o Warlock : "Deceptive" ou "Scourge" (termos tambem muito familiares de que já jogou MMORPG). Segundo a descrição do livro, o "Deceptive" usa magias que não dão tanto dano, mas deixam os adversários em condições adversas, enquanto o "Scourge" não tem essas sutilezas e dá dano mesmo. Optei por montar um "Scourge".
Por fim, anotei minhas class features em minha ficha: Eldritch Blast, Eldritch Pact (escolhi infernal), Prime Shot, Shadow Walk, Warlock's Curse e fui em frente.
Por enquanto mais coisas boas do que coisas ruins. No proximo post vou continuar a avaliar a criação do personagem nas regras novas.

[]s,
Manel.

Primeira Experiencia com a 4a Edição.


Voltando a resenhar o Game Day 2008, vou explicar um pouco a aventura exemplo e as novidades do sistema 4.0.

Iniciando a aventura

Os livros de 4a Edição não chegaram na Gibiteria a tempo, então jogamos mais uma vez com as regras preview na mão, mas como a aventura já era 4.0, pudemos sentir um pouco da realidade das novas regras. O sistema de jogo me surpreendeu positivamente. é simples, pratico e os combates se resolvem com uma velocidade absurda (bem vindo ao MMORPG). Ao mesmo tempo, a missão teste é muito simples, de modo que não deu pra testar algumas situações complexas que costumam pintar em um jogo não tão bem controlado.

Algumas coisas se provaram verdadeiras, enquanto outras meros boatos de internet.

O que realmente existe no jogo

Os Savings mudaram radicalmente: Até agora não vi nenhum poder capaz de acertar automaticamente, nem nenhum poder estilo save-ou-morra. Todo poder, seja ele arcano, divino ou marcial deve atacar contra um dos ACs listados (AC, FORT, REF, WILL). Por exemplo, meu magic missel era +4 vs REF : 2d4+4. Isso elimina a frustração de morrer sem poder fazer nada, e balanceia as classes, removendo o estigma de "O Mago é mais poderoso".

Os poders agora não tem duração: Todos os poderes que tem efeitos continuos (como minha acid arrow) são marcados como "Save End", ou seja, no final do round do jogador ele rola 1d20 se tirar 10 ou mais o efeito acaba. Essa regra simples é um grande acelerador do jogo.

Leitura minima durante o jogo: realmente não se lê nada durante a sessão. Tudo está marcado na sua ficha de forma limpa, clara e acima de tudo resumida. Tá certo que joguei uma missão de 1o nível e bem controlada, mas que é muito mais fácil que a 3.5, isso é indiscutivel.

O que não existe no jogo

Meu personagem esmaga os monstros: Apesar dos muitos poderes, e do incrivel HP inicial, não somos super-herois que esmagam a todos. Os monstros representaram um bom desafio para nosso grupo, apesar de ser uma missão bem simplezinha.

Healing surges salvarão o grupo: Sou contra o conceito de healing surge, mas uma coisa eu garanto, quem esperava fazer uma todo round vai se decepcionar. A unica forma de usar uma healing surge durante o combate é usando o seu "Second Wind" e pensei muito antes de fazer o meu. A Healing surge não desbalanceia o combate.

Nova tabela de escores: Mentira. A tabela continua a mesma. Os cartões dos montros que recebemos no preview apenas totalizam todos os bônus dos monstros. O que temos de novo é que praticamente tudo soma com +1/2 do seu nível, o que gerava os numeros absurdos.

Os poderes que gostei jogando com a Eladrin Wizard foram

1.Magic Missel

2.Icy terrain

3.Thunderwave (apenas pelo extra de mover seu inimigo 2 quadrados)

Nenhum poder me pareceu totalmente inutil, mas alguns realmente só aparecem nos seus momentos.

1. Sleep: Todas as vezes que olhei pro meu poder diário, a Acid Arrow me pareceu melhor que o Sleep.

2. Mage Hand e Ghost Sound: Nada na missão exigia seu uso.

é isso.

[]s,

Manel.

Feriadão sem internet.

Galera, como todos sabem, tivemos o mega-feriadão na semana passada e como estou sem meu horrivel Claro 3G (essa bosta desse serviço da Claro merece um post, por enquanto, se vc pretende comprar isso pra botar em casa, lembre-se: você vai se arrepender.) Dexei alguns posts atrasarem.

Bom vamos a vaca fria de onde paramos. Ainda resenhando o Dia D RPG, faltou falar apenas sobre os wargames e os jogos de tabuleiro.

Jogos de Tabuleiro

Foi muito legal ver como os jogos de tabuleiro estão mais maneiros hoje em dia. Fazia tempo que não via ninguem armar um tabuleiro pra jogar, e foi muito impresionante ver alguns dos jogos armados. Fiquei com uma vontade louca de jogar alguns, mas o pessoal que jogarva era "viciado" nos seus tabuleiros, o que me deixou com medo de atrapalhar a diversão dos outros. Tambem fiquei um pouco intimidado pela complexidade dos jogos de hoje em dia. Lembra do monopólio? Lançar dados e andar N casas? Pois é, não é isso que a galera tem jogado hoje em dia não. Os tabuleiros são sinistros, e os jogos chegam a intimidar pela complexidade. Veja alguns tabuleiros no album web:


WarGames (e D&D Miniatures)

Eu sei que o pessoal do Wargame vai querer me matar por colocar o D&D Miniatures aqui mas, vamos falar sério, quem joga D&D Minis é porque não tem capacidade de jogar um wargame exigente como o 40k e quer alguma coisa que não leve horas pra pintar os modelos nem pra armar um cenário complexo.

o D&D Minis estava aquilo de sempre: um grupo pequeno mas fiel de adoradores, que se fecham no seu torneio e ignoram todo o resto (realmente a wizards está padronizando esse tipo de comportamento em seus jogos, e isso é uma coisa que não me agrada.) Como sempre, um torneio mais competitivo do que divertido tomou conta da única mesa de jogo de D&D Minis e acho dificil que o jogo verdadeiramente pegue no Brasil.

Já os Wargames estavam lindos como sempre. Os modelos são belíssimos (e tambem caríssimos!) e o pessoal que joga realmente capricha pra fazer bonito. Algumas armadas eram bem impressionantes e achei as regras do jogo em si muito simples. O que dificulta a prática do jogo é sua preparação sinistra. Teve um maluco que levou uma armada de Dêmonios Cyborgs muito irada pro jogo, mas a armada do cara deve ter uma centena de peças! Fico imaginando quanto tempo aquele cara não perdeu pintando uma a uma cada miniatura daquelas.

A maioria das fotos que tirei do evento foram das mesas de Wargame, que realmente estavam um espetáculo. Após trocar uma ideia com alguns praticantes, fiquei sabendo que eles jogam em uma loja em botafogo todo sábado pela manhã. Um dia vou fazer uma visita pra dar uma olhada. Alem disso, tirei algumas ideias pras minhas aventuras de RPG, pois me informaram que a Games Workshop agora vende cenários prontos estilo montar e pintar. Vale dar uma olhada no site, mesmo que apenas pra compor cenários de RPG:

http://www.games-workshop.com/gws//home.jsp?_requestid=10184

Encerramento

No encerramento, alguns sorteios de brindes para os mestres de jogo (claro que não ganhei nenhum), e uma foto com todos os mestres. A gibiteria divulgou hoje as suas fotos do evento, que inclui tambem as palestras, que não resenhei pois não fui a nenhuma (hehehehe tava lá pra jogar e não pra ouvir blá blá blá) . Quem quiser dar uma olhada, segue o site da Gibiteria:

http://www.gibiteria.com.br/

Foi isso.

Esperem uma semana de posts ainda mais nerds do que esse, pois tivemos um evento de Anime da Oi no dia 25 (domingo do feriado) e teremos em breve o D&D Game Day Oficial, com a esperada estreia da 4a Edição.

Dia D RPG - Minha mesa e estandes.


A minha mesa

Minha idéia inicial era jogar durante a parte da manhã, e usar a parte da tarde para aproveitar o resto do evento, logo montei minha mesa e aguardei a organização mandar os jogadores. Em pouco tempo um grupo de D&D 3.0 se interessou pelo meu jogo, e como levei NPC’s prontos, poucos minutos após montar minha barraca já estávamos jogando. Narrei uma aventura chamada “A Estátua de Prozomane”, que é o embrião do mundo de campanha que pretendo montar em meu “framework” D&D 3.5 (trazendo as coisas legais do 4.0 para o 3.5). A Aventura era para quatro personagens nível dois, o que foi muito bom, pois meus jogadores eram iniciantes no 3.5. O Jogo correu muito bem mesmo, todos gostaram bastante (inclusive eu), sendo o ponto alto a batalha do refeitório.

O Pino resolveu dar o ar da graça no evento à tarde, e montamos um personagem rápido para ele. O Demetrius também foi, mas preferiu passear pelo evento. Jogamos mais duas horas e o pessoal teve que ir pra casa, deixando a aventura inconclusa (como sempre ocorre em eventos). Trocamos contatos e prometemos tentar continuar a missão um dia. Narrei das 10h30min às 16h30min, com pausa de 20 minutos para almoço.

Passeando pelo evento

Após terminar a sessão, comecei o passeio pelos estandes. O estande da “Game Land” praticamente só tinha miniaturas e action figures. O destaque está no fato deles estarem vendendo as caixinhas do último D&D Game Day, que deveriam ter sido distribuídas de graça para os jogadores. Pelo menos eles venderam por um preço acessível (R$ 3,00), e pude adquirir uma - geralmente narro no “Game Day”, logo nunca tinha ganhado uma caixinha daquelas. Não me arrependi, vem um dado de 20 faces, a ficha e a miniatura do personagem, um lápis muito legal e alguns folhetins de propaganda, alem disso vem o cartão pra jogar D&D Miniatures com a miniatura e a própria caixinha é bem bonitinha.

No estande da Gibiteria o costumeiro arsenal de livros da Devir e vários importados. Apesar do estande não ter nenhuma novidade e parecer apenas uma extensão da loja do centro, alguns livros novos estavam à venda. O principal destaque era o “Elder Evils”, livro que adquiri e pretendo resenhar no blog mais tarde. A Devir continua a traduzir os livros da edição antiga de White Wolf (como o Demônios) e tem ignorado as coisas realmente importantes como a nova versão do Mage. Achei legal também o Screen de Vampire, mas como não gosto de Vampire, deixei passar.
Póximo Post: As mesas de Wargames e jogos de tabuleiro.
[]s,
Manel.

Dia D RPG - O Evento

Nós, jogadores de RPG estamos órfãos de bons eventos, e o Dia D RPG foi um destes eventos. Espero sinceramente que a Veiga de Almeida tenha gostado e nos ceda o espaço com mais freqüência, para que seja o inicio de um ciclo, como foram as saudosas RPG Rio.

A principal vantagem foi seu preço (gratuito) e sua excelente localização (na saída do metrô). O e-flyer foi muito bem feito e continha um ótimo mapa para quem não sabia exatamente como chegar ao local. O mesmo e-flyer sugeria que os participantes levassem um quilo de alimento não perecível para doação, mas era totalmente opcional. Eu prefiro eventos gratuitos, pois a maioria dos jogadores só precisa realmente de espaço, e isso o evento tinha de sobra.

A organização do evento foi muito boa, e a quantidade de pessoas presentes (que não foi das maiores) ajudou.

Quem estiver interessado pode ver as fotos que tirei no evento em:

http://picasaweb.google.com/tremyen/EventoDiaDRPG

Primeiro Dia (17/5)

Cadastramento

Fui um dos primeiros a chegar ao evento e o cadastramento foi muito tranqüilo. Como é de praxe nos eventos de RPG, o cadastramento prévio parece não valer de nada, e fui obrigado a entrar na mesma fila de todos, mas como eram quatro pessoas atendendo na mesa de cadastro, foi um dos cadastros mais rápidos que já fiz em um evento de RPG (o numero de pessoas era bom para aquela hora da manhã). Como me cadastrei como mestre tinha duas opções que não sabia pela divulgação previa: narrar uma aventura minha (de qualquer sistema) ou narrar um “preview” do D&D 4.0 (como já conhecia a aventura “preview”, e não tenho gostado de 4.0, preferi narrar minha aventura de D&D 3.5 que havia preparado durante a semana). Se a divulgação previa tivesse avisado, não teria perdido tempo criando a aventura e teria narrado à bobagem 4.0.

No Próximo Post: A minha mesa e a visão geral do evento.

[]s,

Manel.